Domingo, Abril 10, 2005

O chão ainda molhado

Eis que ao amanhecer do novo dia a tempestade havia se dissipado. Poderia sair de casa e encarar um mundo novinho em folha. O que havia feito nesse período era ao mesmo tempo inútil e valioso. Sonhos se realizaram e sonhos morreram. Mas ao menos os sonhos mudaram de lugar. Ainda havia o medo, e era muito. E agradecia. O medo fazia-me sentir vivo. O que vinha adiante, não fazia idéia. E o que ficaria? O que iria junto? O que mudaria? O que continuaria o mesmo, ou mais do mesmo? Existiria um padrão? Ou era tudo regido pelo elemento caótico? Creio que o padrão era caótico. Mas tudo bem, a tempestade ao menos passou.