Palavras...
Na verdade eu queria documentar tudo o que há na minha mente e tudo que está a minha volta. Assim como tudo o que passa por mim, todos os que vejo... e tudo o que sinto não sentir. Mas não sei, escrever é quase. É um ponto e um quase, um ponto pra idéia e um quase pra realidade. Assim como tudo na vida é relativo e vaidoso, as palavras saem inexpressivas pra toda percepção/ concepção/ magnitude/ inspiração que temos sobre nós/ sentimentos/ mundo/ realidade/ espírito, mas alinhados em um texto que é claro e com regras, sinais, pontos, ordenado e... material?! E com borracha pra borrar. E com linhas que não demonstram o tempo que demorou pra ser feito. E com palavras que, mesmo ambíguas, tem um significado só, não podendo demonstrar a confusão e sobreposição de idéias/ pensamentos/ concepção. É racional e através dela tudo passa a existir. É repetitivo e chato, pois se é único pra quem escreve, se é a junção daquilo que a pessoa capta através de tantos momentos/ experiências/ estudos, é apenas o lugar comum pra outros, é o desprezo de si mesmo refletido no outro por sentir o que "até" ele mesmo já sentiu (quebra de individualismo... sim, escrever é tornar público!!). E manipula. E é um desejo, quase uma obsessão, uma forma de compreensão (boca com sede de nada). É a prisão do pensamento mutante, um cruel rótulo pra tudo o que nasceu livre, e do nada, e pro nada. Como a minha crença pra humanidade. Uma crença ignorante, sem credulidade influenciada pelo contraditório. É mutante e rebelde, e vista sob vários aspectos. União, ligação, conhecimento pra posteridade. É inquieto, obscuro e íntimo. Confusão de uma mente fresca que não aceita a simplicidade... Brilhantismo burguês?! E tecnicamente tudo resumido a uma grande metalinguagem. E salvo porque alivia. Ao menos.




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