domingo, abril 17, 2005

Elementos

Via com meus proprios olhos
Ouvia com meus proprios ouvidos

Mas nao sentia...
Nao, nao, nao

Visao, paladar

Comecei a caminhar
Estava perdido em mim mesmo
Nao consiguia me achar

"O que eh isto?
Que som eh este?"

Cachoeira!
Agua!

Sim,
Parecia me dizer algo,
Um poema,
Uma prosa,
Me contou vidas,
Historias, estorias...

Uma briza leve
O Vento...
Toca meus cabelos
Parece brincar comigo
Contar piadas
Ateh viajar na maionese! (risadas)

Escorregao!
"Droga..."
Do chao nao passo,
Sustentado por essa forca tremenda
Parece que nunca me deixarah disperso
Sim, Terra...

Frio...
Acendi uma fogueira
Deixei que o
Fogo
Me trouxesse conforto,
Seguranca,
Um carinho quase materno

Hoje,
Tudo,
Me lembrou
Da vida,
Da feh,
Do meu amor...

Me lembrou

De tudo!

Poesia de Carlos Eduardo Vieira (ou simplesmente nosso querido amigo Cadu ^^), retirada do blog Prologo Atrasado

sexta-feira, abril 01, 2005

O trovador de Ilusões


Todo mundo conhece alguém que conhece
ou que é propriamente quem conhece
o Trovador de Ilusões - o comerciante de prazeres, desgraças, sensações...
Meu servil comerciante das jóias proibidas: se divirta ao brincar com a vida alheia, seja eternamente sujo, desgraçado e preso.

SE A CULPA É DA SOCIEDADE, NÃO IMPORTA, MATE O MENSAGEIRO!

Venha até nós a sensação das tribos extintas.
Tinjo minha pele de verde pra não por a culpa em mais ninguém.
Tinjo meus olhos de vermelho pra acompanhar os teus.
Finjo que nosso prazer é a cura pura da nossa mais avançada medicina.
Finjo que nem é rebeldia, é apenas uma volta ao tempo dos seres imateriais da mata-virgem, da natureza - virgem sem significado, e intocada, e pura.

Vamos viajar nas costas desse elefante cor-de-rosa. Deitar no chão da sala como da primeira vez que nossas mentes sincronizaram uma com a outra. Cabeça com cabeça, a maravilhosa sensação de ser compreendido, de ser de alguém, de ser pra alguém. Olha, não é que as nuvens se desintegram mesmo? É uma fumaça macia, confortando nosso corpo. Dilatando nossa mente em gestos obscenos, pulsando ao som de batidas tecnos e luzes ofuscantes - como nosso coração e nossa civilização vista assim, de longe, não muito longe, perto daqueles morros da classe batalhadora. Não, daqueles não, e sim destes.

E você me diz que não gosta do elefante cor-de-rosa.
E eu digo que nem faço questão de ir nele mesmo. Me aponta o seu preferido?
Você aponta pro elefante cinza e seu dedo é cortado, acompanhado a hélice do ventilador portátil. Não, o sangue é mais em cima...
O que te corroeu a pele, meu amor?
Talvez na parte que senti meu corpo levitando no meu gozo imaginário. Vai passar...

E assim que as nuvens somem, a tristeza volta na eterna depressão. Uma lágrima cai assim, sem explicação do corpo convulsivo e fraco. Seus sonhos se realizaram assim? Talvez.... E quem sabe um dia até volto à fase mais feliz da minha vida que foi aos 3 anos, segundo um analista. A mente nunca se engana, eu sei.